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5 solucoes ultrapassadas na sala de estar do que e hora de se livrar

Pessoa a organizar cabos numa cesta, numa sala de estar bem iluminada com lareira e mesa de madeira.

O momento em que a sala começa a cansar (e não sabe porquê)

Há um sinal típico: entra, senta-se e, em vez de desligar, começa a reparar em tudo. Brilho do ecrã, cabos à vista, um móvel que “manda” na parede, luz agressiva ao fim do dia. Isoladamente não é grave; somado, cria cansaço de fundo.

A boa notícia: quase nunca exige obras. Muitas vezes é largar soluções que já não servem o dia a dia e trocar por versões mais simples, discretas e fáceis de manter.

1) O móvel “paredão” que manda na divisão

Durante anos, fazia sentido: um bloco grande para arrumação, DVDs, loiças “de sala” e TV encaixada. Hoje, esse volume encolhe a divisão e obriga sofá, mesas e circulação a contornar o móvel.

O que fazer em vez disso:

  • Troque por módulos baixos (mesmo dois) e deixe parte da parede livre; a sala parece maior e a limpeza fica mais fácil.
  • Use prateleiras finas só com função (livros, plantas, uma ou duas peças), evitando “encher por encher”.
  • Arrume por zonas: uso diário acessível; o resto vai para armário, caixa etiquetada ou outra divisão.

Nota prática: se mantiver módulos, fixe os mais altos à parede (especialmente com crianças/animais). É um detalhe pequeno que evita acidentes.

2) A televisão demasiado alta (a “altura de lareira”)

Acontece muito: TV montada alto para “ficar limpo” ou porque o móvel antigo empurrava a altura. O resultado é pescoço tenso e sessões longas menos confortáveis.

A alternativa prática:

  • Regra simples: o centro do ecrã perto da altura dos olhos sentado (muitas salas ficam bem com o centro a ~100–110 cm do chão, ajustando ao sofá).
  • Se quer parede “clean”, escolha suporte com gestão de cabos e deixe um móvel baixo para box/router (com ventilação; eletrónica fechada aquece e falha mais).
  • Verifique também a distância: como referência, sente-se a uma distância confortável para o tamanho do ecrã (em 4K costuma funcionar bem algo como 1–1,5× a diagonal; em HD mais longe).

Conforto é ergonomia: se ao fim de 20 minutos já está a mexer no pescoço, a altura não está certa.

3) Cabos e “aparelhos em pilha” como decoração involuntária

Fios pendurados, extensões à vista e vários aparelhos “em torre” envelhecem a sala rapidamente. Mesmo com bons móveis, o ruído visual dá sensação de improviso.

Arrume o sistema (sem complicar):

  • Troque extensões soltas por uma calha de tomadas com proteção contra sobretensões, fixada atrás do móvel; organize com velcro/abraçadeiras e deixe uma folga para não forçar fichas.
  • Se a TV estiver na parede, use canaletas pintáveis (ou passagem por rodapé, quando dá) para evitar cabos visíveis.
  • Corte o excesso: uma soundbar simples cobre a maioria dos usos. Se tiver AV receiver/colunas, mantenha, mas elimine aparelhos “sempre ligados” que já ninguém usa.

Segurança: evite ligar “tudo no mesmo triple”. Se a ficha aquece, cheira a plástico ou desarma o disjuntor, é sinal de sobrecarga ou mau contacto.

4) Iluminação “de teto” agressiva (e sempre igual)

Um candeeiro central forte ou focos em branco frio podem parecer “limpos”, mas à noite dão luz dura e pouco acolhedora, com sombras marcadas.

O que funciona melhor é luz em camadas:

  • Um candeeiro de pé ou mesa com luz quente (2700K–3000K) e boa reprodução de cor (CRI 80+ já faz diferença em tons de pele e madeira).
  • Um ponto de leitura direcionável junto ao sofá (evita ter o teto a “gritar” quando só quer ler).
  • Se usar teto, prefira dimmer e temperaturas mais quentes para fim de dia; reserve branco mais neutro para arrumar/limpar.

Erro comum: comprar lâmpadas “muito brancas” para parecer mais luminoso. Quase sempre o problema é falta de pontos de luz, não falta de Kelvin.

5) A mesa de centro de vidro (bonita… até viver nela)

O vidro “alivia” visualmente, mas no dia a dia é impressões digitais, pó sempre visível, reflexos do ecrã e mais cuidado (e risco) com impactos.

Substituições que dão menos trabalho:

  • Madeira, microcimento ou acabamentos mate: menos marcas e mais “calor” visual.
  • Formatos redondos/ovais ajudam na circulação, sobretudo em salas pequenas e em casas com crianças.
  • Se precisa de arrumação, escolha uma mesa com prateleira inferior ou dois módulos tipo “ninho” (flexíveis e mais fáceis de mover).

Se um objeto o obriga a “preparar a sala” antes de a usar, ele está a criar atrito desnecessário.

Um teste rápido: “isto facilita o meu dia ou só ocupa espaço?”

A linha entre clássico e ultrapassado é prática: melhora a rotina ou só mantém um hábito antigo? Uma sala boa não é a que tem mais coisas - é a que dá menos trabalho.

Para começar sem stress, escolha só uma: baixar a TV, melhorar a luz ou esconder cabos. Quando um ponto melhora, o resto costuma alinhar.

Solução ultrapassada Porquê cansa Substituição simples
Móvel “paredão” Pesa visualmente e prende a disposição Módulos baixos + arrumação por zonas
Luz fria/única Atmosfera dura e pouco flexível Camadas de luz + quente + dimmer
Mesa de vidro Marcas, reflexos, manutenção constante Materiais mate e formatos mais práticos

FAQ:

  • Qual é a mudança com melhor impacto sem gastar muito? A iluminação. Trocar para lâmpadas LED quentes (2700K–3000K) e adicionar um candeeiro de pé costuma transformar a sala no próprio dia.
  • Tenho pouco espaço: devo evitar completamente arrumação na sala? Não. Evite é a arrumação “monumento”. Prefira peças baixas e fechadas, e deixe alguma parede livre para reduzir ruído visual.
  • TV na parede é sempre melhor do que em móvel? Só se ficar à altura certa e com cabos tratados. Um móvel baixo dá margem para ajustar altura, facilita acesso e pode esconder equipamentos sem os sobreaquecer.
  • E se eu gosto do meu estilo mais “clássico”? Clássico pode ser ótimo. Atualize só o que atrapalha no dia a dia (luz, ergonomia, cabos, manutenção) e mantenha o que ainda funciona.

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