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Este erro comum na cozinha faz as famílias australianas perderem centenas de euros por ano sem darem conta.

Pessoa ajusta régua de energia numa bancada de cozinha com chaleira, torradeira e máquina de café ao fundo.

The sound hits first.
That soft, familiar hum coming from the kitchen, long after the dishwasher’s finished, everyone’s gone to bed and the house has gone quiet.

The fridge light glows on an almost empty shelf, the oven clock blinks 00:00 again, and the exaustor está ali, com a ventoinha ainda a zumbir do jantar de há três horas.

As contas vão subindo, os preços da eletricidade continuam a ser tema nas notícias e, no entanto, continuamos a passar por aquele brilho das luzes de standby como se fosse apenas parte da vida moderna.

O estranho é que o maior desperdício muitas vezes não está nos aparelhos em que está a pensar.

A fuga silenciosa de energia à vista de todos

Entre numa cozinha portuguesa típica à noite e verá a mesma pequena cena silenciosa.
A máquina de lavar loiça está “desligada”, mas a luzinha vermelha continua acesa. O relógio do micro-ondas brilha a verde. A máquina de café fica morna, à espera do primeiro café de amanhã.

Nenhum destes aparelhos está “ligado” no sentido habitual.
E, no entanto, todos estão a beber eletricidade, minuto a minuto, 24 horas por dia.

Este consumo constante e baixo tem um nome: consumo em standby.
E, somado por dezenas de milhões de aparelhos, transforma-se discretamente em dinheiro a sério.

Os analistas de energia chamam-lhe por vezes “energia vampira” por uma razão.
Entidades reguladoras estimam que as cargas em standby podem representar até 10% do consumo elétrico de uma casa - e as cozinhas estão entre as maiores responsáveis.

Pense numa cozinha familiar “normal”: frigorífico, arca, micro-ondas, forno, placa de indução, máquina de lavar loiça, air fryer, torradeira, chaleira, máquina de café, talvez uma batedeira (ou duas).
Quase todos ficam ligados à tomada, mesmo quando não estão a fazer nada de útil.

Um consultor de energia com quem falei disse que uma casa típica pode gastar 150 a 300 € por ano apenas em standby - grande parte disso só na cozinha.
Ao longo de uma década, é um fim de semana prolongado que simplesmente desapareceu no ar.

O que está a acontecer “por trás” é surpreendentemente simples.
Qualquer aparelho com uma luz, um relógio, um temporizador, Wi‑Fi ou um modo “pronto” morno está a puxar um consumo de base.

Alguns watts aqui, outros ali, não parecem muito no momento.
Mas estes dispositivos não descansam quando você descansa. Funcionam 8.760 horas por ano.

Tendemos a stressar com o tempo que o forno está ligado e depois esquecemo-nos do micro-ondas, que queima energia toda a noite só para nos dizer as horas.
É a fuga lenta que faz estragos, não o salpico rápido.

Pequenos ajustes na cozinha que podem poupar muito dinheiro

A solução não passa por viver às escuras nem por desligar o frigorífico todas as noites.
Passa por atacar os piores culpados com alguns hábitos simples e algum hardware barato.

Comece por tudo o que não precisa de estar “de prevenção” 24/7.
Máquina de café, torradeira, chaleira, air fryer, tostadeira/sanduicheira, batedeira - tudo isto pode ficar numa extensão (régua) com interruptor único.

Desligue esse interruptor antes de ir dormir ou quando sai para o trabalho.
Corta o standby a zero, sem mudar a forma como cozinha, come ou toma café.
É o tipo de poupança mais fácil: aquela que deixa de notar ao fim de uma semana.

Todos já passámos por isso: abre a fatura, vê o novo total e sente o estômago a cair um bocadinho.
Depois a vida impõe-se, os miúdos precisam de jantar e o plano de “resolver a conta da luz” fica para o próximo mês.

É por isso que rotinas pequenas e automáticas funcionam melhor do que mudanças grandes e “heroicas”.
Um temporizador barato para a máquina de lavar loiça e o micro-ondas pode cortar o standby durante a noite e voltar a ligar antes do pequeno-almoço.

Sejamos honestos: ninguém anda a desligar fichas todos os dias, sem falhar.
Mas carregar num interruptor de uma régua? Isso até o pai ou a mãe mais exausto consegue fazer a caminho da cama.

A auditora energética Melissa Grant, que passou 12 anos a percorrer casas com um medidor de consumo, disse-o sem rodeios:
“As pessoas obsessam-se em apagar luzes e depois deixam uma máquina de espresso de 300 € a ‘cozinhar’ em standby a noite toda. Numa cozinha em Melbourne que testei, os aparelhos ‘desligados’ estavam a custar quase 200 € por ano. Não mudaram nada na forma como cozinhavam - só na forma como deixavam as coisas - e a fatura seguinte baixou o suficiente para se notar.”

  • Passe os pequenos aparelhos para interruptores
    Agrupe os gadgets de bancada numa única régua e desligue-a quando “a cozinha fecha” à noite.
  • Use temporizadores para equipamento “sempre ligado”
    Programe máquinas de lavar loiça, micro-ondas ou filtros de água para cortarem energia enquanto toda a gente dorme.
  • Procure drenagens escondidas de standby

A mudança de mentalidade que continua a poupar-lhe dinheiro

Quando passa a ver o standby na cozinha como uma fuga lenta e sorrateira - em vez de um custo fixo - muda a forma como se movimenta em casa.
Aquele zumbido do exaustor depois do jantar começa a soar menos como ruído de fundo e mais como moedas a cair da sua carteira.

Começa a reparar quando a luz do forno ficou acesa, ou quando a air fryer está ali a brilhar horas depois do almoço.
Não num registo de culpa, mas com mais curiosidade sobre para onde está a ir o seu dinheiro.

A mudança emocional é subtil: de se sentir apertado por contas a subir, para sentir que recuperou pelo menos algum controlo.
E num ano em que mercearias, renda e crédito à habitação pesam mais, isso conta mais do que gostamos de admitir.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
O standby na cozinha acumula-se em silêncio Micro-ondas, máquinas de café, máquinas de lavar loiça e outros aparelhos “desligados mas ligados” podem gastar 150–300 € por ano Ajuda a explicar porque é que as contas parecem altas mesmo que o consumo “não tenha mudado muito”
Ferramentas simples, não cortes drásticos Réguas com interruptor e fichas temporizadoras baratas reduzem desperdício sem mudar a forma como cozinha ou come Dá formas práticas e de baixo esforço para cortar custos de energia na cozinha
O hábito vence o esforço Uma rotina noturna de “desligar a cozinha” é mais fácil de manter do que desligar fichas constantemente Torna a poupança realista para famílias ocupadas com miúdos e dias de trabalho longos

FAQ:

  • Quais são os piores culpados de standby na cozinha?
    Normalmente micro-ondas com relógio, máquinas de café que ficam “prontas”, máquinas de lavar loiça com luzes indicadoras, frigoríficos inteligentes, fornos de bancada e air fryers. Qualquer coisa que esteja morna ao toque quando “desligada” merece ser verificada.
  • Poupa-se mesmo muito ao desligar as coisas na tomada?
    Numa cozinha inteira, sim. Um aparelho pode custar apenas alguns euros por ano em standby, mas 8–10 aparelhos juntos podem passar bem dos 100 € anuais, sobretudo com os preços atuais da eletricidade.
  • É seguro usar réguas/extensões para aparelhos de cozinha?
    Para equipamentos de carga baixa a média, como chaleiras, torradeiras, máquinas de café e air fryers, uma régua de qualidade com proteção contra sobrecarga é adequada. Itens de consumo elevado (como fornos e placas fixas) devem ficar nos seus circuitos dedicados.
  • Devo desligar o frigorífico à noite para poupar dinheiro?
    Não. Frigoríficos e arcas precisam de ficar ligados continuamente por segurança alimentar. Foque-se antes nos aparelhos não essenciais e em reduzir a frequência com que abre a porta do frigorífico.
  • Como posso saber o que um aparelho consome em standby?
    Pode pedir emprestado ou comprar um medidor de consumo de tomada (muitas vezes por menos de 30 €) e testar cada dispositivo durante algumas horas. Muitas autarquias e centros comunitários também os emprestam gratuitamente ou mediante um pequeno depósito.

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