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O que os designers já não suportam na sua decoração de Natal: 6 tendências ultrapassadas para tirar da sala até dezembro de 2025.

Mulher coloca decorações de Natal numa caixa de doações. Vela acesa e ramo de pinheiro decoram a mesa.

O Natal em casa pode soar a magia - ou a um pequeno caos - conforme o grau de dedicação às decorações ano após ano.

À medida que 2025 se aproxima, os designers de interiores estão, de forma discreta, a rever as regras do estilo festivo. A meta já não passa por encher todos os cantos com purpurinas e almofadas de piada, mas por compor um cenário acolhedor e tranquilo, onde a iluminação, as texturas e meia dúzia de peças bem escolhidas carregam o ambiente.

Quando a decoração festiva se transforma em excesso visual

1. A sala de estar “parque temático”

Designers no Reino Unido e nos EUA referem que o primeiro sinal de alerta é o efeito “parque temático de Natal”. É a sala onde cada superfície exibe um slogan, uma rena ou uma frase com brilhantes. Conhece o cenário: almofadas a gritar “Ho Ho Ho”, estatuetas em fila em cada prateleira, letreiros LED no aparador e quatro velas perfumadas diferentes a competir pelo protagonismo.

Este maximalismo pode ser divertido por breves instantes, mas depressa se torna cansativo. O olhar salta de item em item e a divisão perde a sua leitura. Raramente os convidados relaxam num espaço que parece “berrar” de todos os lados.

Demasiados pequenos objetos festivos podem fazer uma divisão parecer desarrumada, ruidosa e estranhamente mais pequena do que é na realidade.

Hoje, os designers tendem a privilegiar uma estrutura mais limpa: um ponto focal dominante, geralmente a árvore ou a lareira, e alguns apontamentos de apoio distribuídos pela sala. A recomendação é optar por poucas peças com impacto, em vez de dezenas de miniobjetos que enfraquecem o conjunto.

2. Festões e “tinsel” por todo o lado

Outra tendência em vias de reforma até dezembro de 2025 é a “invasão do tinsel”. Fios pesados na árvore, ao longo do corrimão, a contornar ombreiras, varões de cortinas e espelhos: o resultado é uma camada metálica densa que “achata” a arquitetura da divisão.

As luzes de Natal demasiado intensas, em branco frio, provocam algo semelhante. Quando cada aresta, prateleira e caixilho pisca ou brilha, o espaço perde profundidade e aproxima-se mais de uma montra do que de uma casa.

Os designers recomendam agora:

  • Limitar a paleta a duas ou três cores principais.
  • Usar menos pontos de luz, mais quentes, em vez de longas cadeias intermitentes.
  • Trocar plásticos brilhantes por texturas naturais: madeira crua, lã, linho, cerâmica, papel.

Algumas fontes de luz quente, bem colocadas, criam ambiente; LEDs infinitos em azul-branco criam encandeamento.

As peças de decoração que envelhecem a sua sala instantaneamente

3. Desordem sentimental em todas as superfícies

Muitas casas ganham um ar datado não por causa de um único elemento chamativo, mas por anos de acumulação. Globos de neve de várias viagens à neve, canecas com piadas, casinhas de cerâmica, enfeites-souvenir de feiras, suportes de velas “tealight” comprados por impulso no supermercado: cada peça tem uma história, mas juntas formam um cenário denso e ligeiramente caótico.

Os designers raramente dizem “deite tudo fora”. O que pedem é edição. A ideia é preservar o núcleo sentimental, sem cair no efeito “feira da bagageira de Natal”.

Um método prático usado por muitos stylists é a rotação sazonal. Em vez de mostrar toda a memorabilia ao mesmo tempo, crie uma pequena “coleção cápsula” para este ano e guarde o restante.

Hábito antigo Alternativa aprovada por designers
Expor todas as recordações de Natal Escolher 5–10 peças com significado e agrupá-las em uma ou duas superfícies
Forrar prateleiras com bugigangas dispersas Criar um único “vignette” curado, com alturas e texturas variadas
Comprar novos itens de novidade todos os anos Comprar menos peças e apostar em materiais de qualidade ou detalhes artesanais

4. Têxteis sazonais que encolhem a divisão

Os têxteis conseguem levar uma sala de acolhedora a datada em segundos. Os designers dizem que, nas consultas de 2025, surgem sempre dois culpados: tapetes temáticos pequenos e cortinas pouco felizes.

Tapetes finos e subdimensionados com bonecos de neve de desenho animado ou slogans acabam muitas vezes debaixo da mesa de centro, deixando as pernas das cadeiras e do sofá “a flutuar” em redor. Isso quebra a unidade visual da zona de estar e pode fazer a sala parecer desconexa.

Cortinas curtas criam um problema semelhante. Quando ficam pelo peitoril ou a meio da parede, cortam a altura da divisão e trazem lembranças de arrendamentos do início dos anos 2000.

Têxteis generosos, em tecidos de inverno ricos, fazem a divisão parecer assente; peças sazonais subdimensionadas fazem-na parecer provisória.

Cada vez mais, os designers sugerem investir em básicos de “modo inverno” em vez de estampados de novidade:

  • Um tapete grande, neutro, que ancore pelo menos as pernas da frente de sofás e cadeirões.
  • Cortinas até ao chão, penduradas alto, quase ao nível do teto, a roçar o chão.
  • Almofadas em bombazina, lã, algodão pesado ou veludo, com talvez um padrão festivo discreto em vez de múltiplos estampados chamativos.

Como modernizar a decoração de Natal sem rebentar o orçamento

5. O visual “loja de grande superfície”

Um dos estilos mais criticados entre designers hoje é o Natal 100% de supermercado. É a árvore perfeitamente a condizer com coroa, caminho de mesa e almofadas - tudo do mesmo corredor, tudo com o mesmo padrão, muitas vezes em plástico brilhante ou tecidos sintéticos.

A sala fica tecnicamente “no tema”, mas sem alma. Os convidados quase sempre percebem exatamente que cadeia vendeu o conjunto completo. Falta sensação de história e de camadas.

Para escapar a esse ar de catálogo, os stylists preferem uma receita “mix-and-match”:

  • Um ou dois básicos de grande distribuição: bolas lisas, luzes simples, guardanapos de cor sólida.
  • Algumas peças em segunda mão ou vintage: castiçais de latão, taças de vidro pesado, suportes de bolo antigos, bolas vintage.
  • Toques feitos à mão: estrelas de papel, rodelas de laranja secas, fitas de tecido, marcadores de lugar escritos à mão.

Uma única grinalda feita à mão e alguns copos vintage podem elevar uma árvore básica de supermercado para algo com caráter pessoal.

Esta abordagem não tem, obrigatoriamente, de ficar mais cara. Muitos designers passam agora parte do tempo a procurar em lojas solidárias, feiras de velharias e plataformas de segunda mão, e depois equilibram esses achados com básicos acessíveis.

6. Árvores e mesas demasiado coordenadas

A era da árvore hipercoordenada em vermelho e dourado, com a mesa a combinar na perfeição, está a perder força. Estes conjuntos fotografam bem, sobretudo nas redes sociais, mas em casas reais podem parecer rígidos e um pouco “corporativos”.

Para 2025, os designers inclinam-se para o que chamam “imperfeição ponderada”. Uma árvore pode misturar enfeites antigos da infância, trabalhos em papel das crianças e algumas bolas de vidro elegantes compradas este ano. A mesa pode juntar louça herdada, talheres contemporâneos e guardanapos de linho atados com uma fita simples.

Um truque útil de profissionais é olhar para o espaço como uma câmara o veria. Tirar uma fotografia rápida com o telemóvel e analisá-la como se fosse de um cliente. O que está datado ou sobrecarregado salta mais à vista numa imagem do que ao vivo.

Antes de comprar algo novo para o Natal de 2025, tire uma foto da sua sala e pergunte: o que poderia remover em vez disso?

Passar da acumulação à intenção

A mudança mais profunda por trás destas tendências é a passagem da quantidade para a intenção. Os designers notam mais clientes a querer um dezembro calmo, com menos ruído visual e mais ritual. Isso pode significar manter uma árvore um pouco mais pequena, dispensar o segundo conjunto de luzes exteriores e concentrar-se no que as pessoas vão realmente tocar e usar.

Pense nos sentidos, não apenas no visual. Uma manta de lã no braço do sofá, um conjunto de velas em suportes recarregáveis, um tacho de bebida quente especiada ao lume: estes elementos criam memórias mais do que um enfeite de plástico alguma vez criará. Além disso, envelhecem com mais elegância de um Natal para o outro.

Ideias práticas para atualizar a sua decoração de Natal em 2025

Para quem quer afastar-se de tendências festivas ultrapassadas, os designers costumam propor um exercício simples em três passos:

  • Editar: retirar um terço do que costuma expor. Guarde-o antes de começar a compor.
  • Elevar: escolher alguns itens para “melhorar” trocando o material: vidro em vez de plástico, linho em vez de poliéster, cera de abelha em vez de velas muito perfumadas.
  • Ancorar: garantir que a árvore, a mesa de centro e a zona do sofá se sentem ligadas por um tapete, iluminação e uma cor repetida.

Famílias com crianças preocupam-se muitas vezes que uma decoração mais refinada pareça menos divertida. Os designers tendem a sugerir manter a brincadeira, mas com zonas definidas. Um canto para os trabalhos coloridos, uma grinalda mais divertida no quarto delas ou uma tradição de dia de bolos pode absorver as cores vivas, enquanto a sala principal se mantém mais serena.

Estas mudanças trazem ainda benefícios secundários. Um Natal menos carregado monta-se e arruma-se mais depressa, reduz compras por impulso e diminui o uso de decorações descartáveis em plásticos de baixa qualidade. Esse equilíbrio entre ambiente, orçamento e impacto ambiental deverá moldar o aspeto das salas de estar no Natal muito para lá de 2025.

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