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Seis produtos que nao devem ser armazenados em recipientes e sacos plasticos dicas sobre onde guarda los

Mão a pegar num tomate em mesa com legumes, batatas, cogumelos, ervas em frasco e pão rústico iluminados por luz natural.

Guardar comida em plástico “bem fechado” dá muitas vezes a ideia de organização e limpeza, mas pode criar o cenário ideal para o estrago: humidade aprisionada, condensação e pouca circulação de ar. O resultado aparece depressa: bolor, texturas amolecidas e maus cheiros.

A ideia não é eliminar o plástico. É simplesmente usá‑lo quando ajuda - e evitá‑lo quando acelera a deterioração.

O “truque” do plástico que acelera o apodrecimento

Sacos e caixas de plástico costumam prender o vapor de água. Para alimentos que precisam de “respirar” (ou de manter a superfície seca), isto funciona como uma pequena estufa.

Regra rápida: se o alimento tende a ficar húmido por fora, com gotas, pegajoso/viscoso ou a criar bolor, o plástico fechado provavelmente está a piorar. Nesses casos, prefira:

  • Ventilação (papel, rede, cesto) para manter a superfície mais seca.
  • Humidade controlada (caixa + papel absorvente) para folhas/ervas.

Seis produtos que não devem ir para sacos/recipientes de plástico (e onde os guardar)

1) Tomates (especialmente os ainda a amadurecer)

No plástico, ganham condensação e perdem aroma. No frigorífico, antes de estarem maduros, é comum piorarem em textura e sabor.

Guarde assim:

  • À temperatura ambiente, sem saco, longe de sol directo e fontes de calor.
  • Com o pé para baixo (ajuda a reduzir a desidratação nessa zona).
  • Depois de maduros: pode refrigerar soltos por poucos dias; antes de consumir, deixe 15–30 min à temperatura ambiente para recuperar sabor.

2) Batatas

O plástico retém humidade → batatas mais moles, com tendência a germinar e a ganhar zonas estragadas. Perto de cebolas, o processo costuma acelerar.

Guarde assim:

  • Em saco de papel, serapilheira ou caixa ventilada (nunca totalmente selado).
  • Em local escuro, seco e fresco; idealmente cerca de 7–10 ºC (despensa/armário arejado).
  • Separadas das cebolas e longe do sol (para evitar partes esverdeadas).

3) Cebolas e alho

Precisam de ar a circular. No plástico, aparece condensação, mofo e o cheiro fica preso (e “contamina” outros alimentos).

Guarde assim:

  • Numa rede ou cesto bem ventilado, em local seco e escuro.
  • Longe do fogão e de fontes de humidade (evite, por exemplo, ao lado da máquina de lavar loiça).
  • Cortadas: vão ao frigorífico em recipiente fechado e, em geral, é melhor usar em 1–3 dias (deite fora se cheirar mal ou estiverem viscosas).

4) Pão (pão de mistura, de trigo, artesanal)

O plástico à temperatura ambiente tende a acelerar o bolor: o pão fica macio por fora e estraga mais depressa. Deixá‑lo totalmente ao ar faz com que endureça.

Guarde assim:

  • Para 1–2 dias: saco de pano ou papel, idealmente numa caixa de pão.
  • Para mais tempo: fatie e congele; retire apenas o que vai comer (torradeira/forno funciona muito bem).
  • Evite o frigorífico: costuma secar e “envelhecer” o miolo mais rapidamente.

5) Folhas verdes e ervas aromáticas (alface, espinafres, coentros, salsa)

Em saco fechado, a humidade acumula-se e as folhas ficam “babadas”. O objectivo é evitar água em excesso sem as desidratar.

Guarde assim:

  • Se lavar, seque muito bem (uma centrifugadora de saladas ajuda; caso contrário, pano/papel).
  • Guarde numa caixa rígida (vidro ou plástico) com papel de cozinha a absorver a humidade; troque o papel se ficar encharcado.
  • Ervas como coentros/salsa: trate como “flores” - pés num copo com água, solto no frigorífico; por cima, um saco leve sem selar (ou um embrulho folgado).

6) Cogumelos frescos

São autênticas esponjas: em plástico ficam escorregadios, escurecem e degradam‑se mais depressa.

Guarde assim:

  • Em saco de papel no frigorífico.
  • Sem lavar até ao momento de usar; limpe com pano/papel ou escova.
  • Se vierem em cuvete com película: retire a película e cubra com papel; consuma, idealmente, em 2–4 dias.

Um mini-guia para decidir em 10 segundos

Produto O que o plástico costuma fazer Onde guardar melhor
Tomates Condensação + perda de sabor Fruteira/tabuleiro (ambiente)
Batatas Humidade → germinação/apodrecer Saco de papel/caixa ventilada
Cebolas/alho Mofo e cheiro preso Rede/cesto ventilado
Pão Bolor mais rápido Saco de pano/papel ou congelação
Folhas/ervas Limo/viscosidade Caixa + papel absorvente
Cogumelos Escurecer e ficar viscoso Saco de papel no frigorífico

Pequenos hábitos que fazem diferença (sem comprar gadgets)

  • Use papel como regulador: absorve humidade sem “abafar” (especialmente em folhas e cogumelos).
  • No frigorífico, use caixas para organizar e limitar cheiros, mas tenha em mente: para folhas, caixa + papel, não “caixa húmida”.
  • Separe “incompatíveis”: batatas longe de cebolas; e mantenha folhas longe de frutas que libertam etileno (como maçãs, bananas, abacates e tomates), que aceleram a murchidão e o amarelecimento.

FAQ:

  • Como sei se devo evitar plástico para um alimento específico? Se costuma ficar com gotas, mole, viscoso ou com bolor rapidamente, o plástico fechado está a reter água a mais. Opte por ventilação (papel/rede) ou controlo de humidade (papel absorvente numa caixa).
  • Recipientes de plástico “BPA free” resolvem o problema? Podem melhorar a questão do material, mas não alteram o essencial: se fecharem demasiado e prenderem humidade, continuam a acelerar o estrago em muitos alimentos.
  • E os sacos de plástico perfurados (do supermercado) para legumes? Regra geral, são melhores do que sacos totalmente selados. Ainda assim, para folhas e ervas costuma resultar melhor uma caixa rígida com papel absorvente e boa secagem.
  • Posso guardar pão no plástico se o congelar? Sim. Para congelação, o plástico próprio para congelador ajuda a evitar queimadura do frio. O problema é sobretudo quando fica à temperatura ambiente.

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